Frase do dia

"Por que as pessoas precisam de platéia para exercer a sua honestidade?"

Reginaldo Marques

domingo, 15 de janeiro de 2017

2016 Reloaded.

O balanço dos primeiros quatro anos da administração tucana a frente da cidade mais badalada, do estado mais poderoso da nação, não poderia ser pior. Apesar do perfeito trabalho de marketing de sua equipe, que soube como ninguém minimizar as grandes catástrofes, e maximizar os pequenos feitos, não conseguiu maquiar o retumbante fracasso de mais uma administração, pelo menos para quem acompanhou estes primeiros anos sem se deixar envolver pela eloquência do prefeito, nem pelas pirotecnias de seu encantado staf.

Nenhuma meta do plano de governo apresentado aos jordanenses na campanha de 2012 conseguiu ser atingida, nem mesmo nas três principais pastas.

A educação, a saúde e a segurança foram duramente sacrificadas nestes últimos anos, em especial a segurança e a saúde, exatamente as áreas onde as promessas eram as mais fabulosas.

Na segurança pública, nem uma das delegacias distritais ou dos postos fixos da PM foram construídos, o posto permanente da PM no portal ficou no esquecimento, assim como a implantação de um policiamento de trânsito entrosado com os demais poderes não saiu do papel. A reorganização da Guarda Mirim, e a implantação de um sistema de radio taxi, também foram promessas que ficaram esquecidas, da mesma forma que ficou no esquecimento o aumento do efetivo policial civil e militar.

A saúde já debilitada quando de sua primeira posse, não teve destino diferente. As melhorias no atendimento de emergência, o aparelhamento dos postos de saúde, o melhoramento no programa “médico de família”, a adequação de cargos e salários e a construção de uma UTI, ficou como tudo o mais somente nas páginas dos folhetos distribuídos em campanha.

Isso sem falar no heliporto público, na volta do bondinho como transporte público, na reestruturação da zoonose, obras públicas, a reorganização do sistema viário, a construção do planetário e da piscina pública, aquecida, coberta e semiolímpica, todas promessas de campanha devidamente regitradas no STE.

Para quem tiver paciência de reler o plano de governo apresentado na campanha de 2012 poderá confirmar que a lista de promessas é enorme, e contempla todas as secretarias, e mesmo sendo muita extensa, nenhuma das promessas ou metas ali apresentadas foi atingida.


Por outro lado, envoltos em um grandioso esquema de marketing, foram alçadas a categoria de grandes obras, o calçamento de Capivari, de parte da Abernéssia, a construção de três praças e a conclusão de obras que já se encontravam em andamento, como foi o caso do próprio calçamento, e do minúsculo conjunto habitacional da Vila Sodipe, que demorou mais de uma década para ser construído e que estrategicamente só foi entregue as vésperas das eleições... Até mesmo a transferência do Pronto-socorro para praticamente fora do perímetro urbano da cidade decretando o fechamento do Hospital São Paulo e a entrega de ovos de páscoa no campo de futebol conseguiram ser tratados como grandes feitos administrativos.

Sem adversários a sua altura, não por sua competência, mas pela total e completa incompetência dos demais candidatos, beneficiado com a onda antipetista que tomou conta de todo o país depois da deflagração do “Escândalo do Petrolão”, e com a inestimável ajuda de uma equipe de marketing de altíssimo nível - a única coisa que realmente funcionou na cidade nestes últimos anos - o prefeito mesmo tendo feito um governo sofrível nota 0,2 em uma escala de 0 a 100, conseguiu sem esforço algum manter a sua cadeira.

Mas como se pode enganar a todos por algum tempo; alguns por todo tempo; mas não a todos por todo o tempo, as baixas em suas fileiras de fiéis escudeiros, mostra que a máquina marqueteira da prefeitura já começou a se desgastar, dando indícios que a era da “gestão da eficiência” esta começando a chegar ao seu fim.

Alguns elementos completamente deslumbrados com o conceito de “gestão Robert” largamente usado por vários componentes do 2º e 3º escalão do gabinete, que acham que a excessiva exposição pessoal é sinônimo de competência, cujo “poder” que nunca tiveram, mas que mesmo assim lhes subiram a cabeça, estão colocando as manguinhas de fora, achando que a reeleição do prefeito que eles apoiaram é uma espécie de carta-branca da população para causarem cidade afora, mostram que no que se refere à coisa pública, o sepulcro tucano pode estar por fora melhor caiado que os sepulcros de seus antecessores, mas seu interior é igual ou pior que os demais.  

Porém, nada disso poderia ser feito, e nem ter chego a tal estado de balbúrdia, sem a anuência dos vereadores que desde o início de 2012 se colocaram aos serviços do executivo, sem questionar ou atrapalhar a nova ordem política, econômica e social imposta na cidade, chancelando todas as lambanças de um governo extremamente midiático e muito pouco produtivo.

Mas a conta chegou mais cedo na porta da câmara do que no gabinete do prefeito, e a fatura política foi devidamente cobrada nas urnas, e somente um dos treze vereadores conseguiu se manter no cargo. Vamos ver de hoje em diante como vai se comportar a nova composição da casa que tomou posse neste último dia primeiro. Dos treze, dois ou três farão um bom trabalho, mas como não serão a maioria devo adiantar que as minhas expectativas são as piores imagináveis, mas espero ser surpreendido positivamente o mais rápido possível, o que acho improvável, também devo confessar.

Na esteira das grandes mudanças acontecidas em 2016, a fragorosa derrota das velhas oligarquias políticas nesta última eleição tornou seu desmantelamento uma realidade irreversível, abrindo espaço para que três novas lideranças se solidificassem definitivamente na cidade.

Apesar de por enquanto estas novas vertentes políticas aparentarem estar em completa sintonia, as pretensões políticas de dois destes três novos líderes podem acabar desestabilizando esta harmonia nos próximos anos, ou talvez, até mesmo, já nos próximos meses. 

Ainda que nenhum deles admita publicamente, a grande meta de ambos é conquistar o apoio do prefeito para mais facilmente herdar a sua cadeira nas eleições de 2020.

Com um possível desentendimento político (que pode até já estar em andamento) que se vislumbra em um horizonte próximo entre estas duas novas correntes políticas, que visam antes de tudo e de mais nada, apenas suceder a cadeira do prefeito, talvez o atual alcaide, na derradeira hora, opte por uma terceira via que o tire desta incomoda situação de ter de fazer uma “escolha de Sofia” entre seus dois pupilos, e escolha emprestar seu prestigio a um terceiro nome.

Se levarmos em consideração que sua primeira opção, a jovem, e espirituosa primeira-dama infelizmente esta descartada por força do Artigo 14º da Constituição, e da Resolução 22.717 do TSE, fica a grande pergunta: Quem assim como ele, surpreenderia todos os “analistas” e políticos da cidade, e principalmente os eleitores, a ponto de deixar seus dois fortíssimos parceiros políticos para trás e ganhar uma eleição de maneira cinematográfica?

Hoje eu arriscaria afirmar que além destes dois nomes que se fortaleceram muito nas últimas eleições, ninguém mais na cidade reúne força política para tanto, mas se algum outro jovem político reaparecer das cinzas... Tudo pode acontecer, até mesmo o prefeito lavar as suas mãos como fez Pôncio Pilatos e deixar seus parceiros se engalfinharem até o fim. Afinal, estamos falando de política não é mesmo!

Resumo da ópera: O que restou na cidade após a passagem do furacão tucano foi uma segurança totalmente sucateada, educação estagnada, cultura esquecida, esporte completamente apagado da vida e da memória do jordanense, infraestrutura degradada, economia asfixiada, lazer abandonado, turismo esfrangalhado, mais um hospital fechado e para fechar com chave de ouro, ou melhor, para abrir com chave de ouro, transporte urbano de péssima qualidade e a partir do dia primeiro, quarenta centavos mais caro – mas nada disso ofuscou a estrela do chefe do governo que continua aos olhos de grande parte da população sendo um jovem muito simpático, competente e de bom coração; e surfando nesta inexplicável onda de popularidade facilmente elegerá seu sucessor em 2020.

E tudo isso aconteceu e contínua acontecendo bem debaixo de treze longas barbas, que podem outra vez, se arrepiarem tarde demais.

Por derradeiro, é bom lembrar que nem sempre a voz do povo é a voz de Deus. Biblicamente falando, o povo errou feio quando resolveu em um plebiscito, livrar a cara de Barrabás e condenar Jesus Cristo a crucificação.

Diante disso, eu creio que 2017 ainda não começou; estamos somente entrando na prorrogação de 2016. Uma espécie de 2016 reloaded.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A escolha de Dilma. - A Tribuna

Com cinco denúncias oficiais feitas pelo Ministério Público Federal (MPF), e aceitas tanto pelo Juiz Sérgio Moro quanto pelo Juiz do Distrito Federal Ricardo Augusto Soares Leite, Lula vê seu futuro político ruir e a possibilidade de sua prisão se tornar uma realidade.

A cada delação dos executivos da Odebrecht as provas vão aparecendo e se acumulando, mas claramente a “cereja do bolo” ou a “cabeça de Lula”, será servida pelo “capo di tutti capi” da empresa, Marcelo Bahia Odebrecht.

Assim como seu criador, a criatura Dilma a cada dia também se vê em maus lençóis.

Iludida pelo pensamento de pertencer a uma frente mundial contra o imperialismo americano, e por conta disso ainda ter a simpatia de inimigos históricos dos Yankees, o “postinho de tailleur”, eleita presidente por duas vezes saiu de sua toca e se propôs a dar uma entrevista a Al Jazeera, a “CNN do mundo árabe”, e encontrou o Jornalista Mehdi Hasan para o que seria na sua simplória opinião mais uma entrevista “água com açúcar”, e que o entrevistador “árabe” seria tão ou mais condescendente que sua defensora brasileira de todas as horas, Cristina Lobo.

Mais uma vez se mostrou ingênua e má assessorada. Apesar do nome, de ser muçulmano e de trabalhar em uma TV do mundo árabe, Mehdi Hasam é inglês, e tem como marca registrada de seu programa UpFront que é feito em Washington, D.C, emparedar seus entrevistados. Se a presidente não sabia, sua assessoria tinha o dever de saber. Foi assim com FHC, e seria da mesma forma com ela – a única diferença foi que FHC não precisou de tradutor, e debateu no mesmo nível com Mehdi Hasam ao vivo.

O ápice do inferno astral que persegue Dilma até os dias de hoje se deu quando Mehdi pergunta: “Alguns dizem que ou você sabia o que estava acontecendo, o que a tornaria cúmplice, ou não sabia de nada, o que te faria uma incompetente, qual das duas versões era a correta?”.

Cambaleante como se tivesse levado um cruzado na ponta do queixo à sempre atrapalhada presidente eleva o tom de voz, gesticula freneticamente e responde: “Meu querido, esta é o tipo da escolha de Sofia, que eu não entro nela...”.

Pois é... Para quem não sabe, a escolha de Sofia é um livro que relata o drama de uma mãe polonesa capturada pelas tropas nazistas e que é forçada a escolher um dos dois filhos para morrer – um seguiria para a câmara de gás e o outro seria poupado – caso se negasse a fazer a escolha, os dois morreriam.

Apesar de parecer mais uma das “viagens” da presidente, desta vez sua explicação foi coerente e correta. Defrontada com esta questão, realmente ela se tratava de uma “escolha de Sofia”, pois tanto a conivência quanto a incompetência são “filhos legítimos” da agora graças a Deus ex-presidente.

Somente para fechar o complexo pensamento da presidenta: No livro, Sofia faz sua escolha, manda sua filha menor a câmara de gás e nunca mais tem notícias de seu filho mais velho. Consumida e atormentada pelas lembranças e pela decisão tomada Sofia se mata.    
      

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Ninho de mafagafos. - A Tribuna

A guerra institucional instalada na Praça dos Três Poderes com a determinação do afastamento do presidente do senado, e com a desobediência do mesmo, comprova que absolutamente ninguém em Brasília esta se dando ao respeito, ou pelo menos, respeitando o cargo que ocupa.

Assim como na queda de um avião este grave impasse não chegou neste estágio devido somente a um erro, mas pela sequência de vários erros.

O pedido de vistas do Ministro Dias Toffoli no processo em que se definia que um réu não poderia estar na linha sucessória da presidência, mesmo depois de já definido o placar do pleno (seis ministros já tinham votado no sentido de proibir réus na linha sucessória), foi um dos erros que juntamente com a decisão de outro Ministro, desta feita Marco Aurélio Mello, que resolveu atropelar seus colegas e o congresso nacional determinando o afastamento do Presidente do Senado monocraticamente, deu no que deu!

Neste interregno, o desafeto declarado do Ministro Marco Aurélio Mello no STF, o também Ministro Gilmar Mendes, em viajem a Portugal resolveu aumentar a temperatura da fervura ao sugerir o impeachment de seu colega por suposto erro de hermenêutica acrescentando a sua polemica declaração que: “No nordeste se diz que não se corre atrás de doido porque não se sabe onde vai”. 

Se todas estas bizarrices jurídicas já não fossem o suficiente para colocar fogo em um relacionamento já conturbado entre judiciário e legislativo, temos a mesa do senado que simplesmente resolveu não cumprir uma ordem judicial – colocando em cheque a autoridade do Supremo Tribunal Federal abrindo um precedente nunca visto na república e colocando a credibilidade dos poderes instituídos abaixo de zero.

Enquanto os ministros do STF se digladiam entre si em uma interminável guerra de egos, e medem força com os senadores, o executivo se espreme entre os dois tentando dar andamento na agenda econômica do país, porem, pisando em ovos, tendo em vista que vários de seus ministros e até mesmo o presidente também se encontram na mira do judiciário devido a “delação do fim do mundo” ou Delação da Odebrecht. 

Na verdade, se estivéssemos em qualquer país um pouco mais sério a única saída honrosa seria uma demissão em massa dentro do executivo, do legislativo e principalmente do judiciário.

O que podemos afirmar no momento é que até mesmo em casa de tolerância a coisa é mais organizada.

Mas como estamos falando de Brasil... Os escândalos vão se sucedendo e o que menos importa para essa gente é a sua moral.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

2016: O ano que nunca vai acabar. - Jornal Regional

Existem anos que marcaram de forma violenta a história recente da humanidade: 1914 com o inicio da primeira grande guerra mundial, 1939 com a invasão da Polônia pelas tropas Alemãs iniciando o segundo grande conflito, 1989 com a queda do muro de Berlim dando inicio ao declínio comunista na Europa, 2001 com o ataque as Torres Gêmeas de Nova York iniciando a era do terrorismo religioso.

No Brasil temos 1964, ano do golpe militar que ficou conhecido como “o ano que não acabou”.

Apesar destas, e de outras datas marcantes e relevantes para a construção de nossa nação, 2016 será lembrado nos livros de história como um dos anos mais emblemáticos vividos no Brasil.

O acirramento de ideias, chegando ao confronto direto entre os radicais de direita e de esquerda, a falência total e completa do sistema político com a explosão de um esquema de corrupção nunca antes visto na história do Brasil e do mundo, e a falta de competência do judiciário acabaram tornando a permanência no poder da presidente recém eleita simplesmente impossível, e tudo isso foram os ingredientes de um coquetel molotov social que explodiu nas mãos da população.

A prisão de políticos graúdos, de grandes empresários, e de altos funcionários públicos, sem dúvida foram os pontos positivos; as manifestações cada vez mais violentas e completamente manipuladas são os negativos.

Um ano conturbado, política e socialmente, que apesar da proximidade de seu fim ainda reserva grandes emoções.

Apesar de todos estes acontecimentos, 2016 não será lembrado por suas conquistas e reviravoltas sociais, mas por uma tragédia. A queda do avião que levava toda a delegação da equipe da Chapecoense, e de dezenas de jornalistas, tornando-se a maior tragédia esportiva da história do Brasil.

Enquanto todo o país, e o mundo tentavam entender a tragédia que assolava o mundo esportivo, e fazia suas homenagens, os políticos na calada da noite usando esta comoção nacional aprovaram na “mão do gato” uma lei que além de descaracterizar o combate a corrupção também cerceia a atuação do judiciário, tornado os juízes nas palavras da presidente do STF, a Ministra Carmem Lúcia, simples carimbadores de despachos.

Talvez esta sim seja a maior tragédia do ano. A ainda existência de políticos sem caráter e sem escrúpulos, que se utilizaram da dor de uma tragédia para se vingarem covardemente dos juízes que estão passando a classe política a limpo e principalmente de uma população trabalhadora que esta completamente exausta.

O Brasil continua sendo um país rico com um povo pobre, principalmente de espírito.

Infelizmente este ano, por motivos de sobra, não teremos um Feliz Natal.  


De Woodstok ao petrolão. - A Tribuna

A chamada geração dos “anos de chumbo” precisa se deitar no divã.

A geração dos hoje mandatários da nação - seja na esfera política, social, econômica, artística e principalmente dos intelectuais formadores de opinião não sabe como lidar com os monstros criados por eles mesmos.

A geração da eterna contestação não sabe como construir, compor, participar ou simplesmente aceitar.

Se descontrola quando tem de se confrontar com problemas sociais e políticos extremamente agravados por posturas e atitudes irresponsáveis tomadas por eles no passado, e transferem a culpa por estas dificuldades as gerações passadas ou para as futuras. Não tem coragem o suficiente para assumir que o mundo de hoje foi o mundo que eles construíram segundo a sua vontade.

A liberalidade sexual e a apologia as drogas amplamente divulgadas pela geração “cabeça” de Woodstock gerou frutos doentes, hoje colhidos pelas novas gerações que acha normal transar com treze anos e que dar um tapinha em um cigarrinho de maconha de vez em quando não faz mal algum.

Se tornaram péssimos pais, péssimos profissionais, péssimos políticos e são absolutamente insuportáveis dentro de um convívio social baseado na tolerância.

Pregam a liberdade, desde que seja a deles, e se irritam com a liberdade dos outros, não suportam criticas a ideologia política e social que pregam e que se mostrou um verdadeiro desastre.

Acreditam em suas próprias mentiras e obrigam os outros a aceitarem seus devaneios como se fossem verdades absolutas, se autodenominam socialistas ou democratas, e até mesmo conservadores moderados, mas se comportam como reis absolutistas.

Uma geração estéril que deixa como único legado ao mundo a banalização da violência a mascarando de luta social, do uso de drogas e da liberdade sexual com a desprezível desculpa do livre arbítrio.

Uma geração rebelde e autoritária que em nada contribuiu para o crescimento econômico, social e moral da nação.

Isso explica o momento delicado em que o país se encontra com os níveis de civilidade, moralidade e ética abaixo de zero.  

Enfim! A geração que queria mudar o mundo acabou o destruindo.


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Trump’s day! - A Tribuna

A eleição do populista Donald Trump como o 45º presidente americano é a prova que políticos e eleitores de qualquer lugar do mundo não são tão diferentes quanto pensamos.

Tanto aqui na tropical América do Sul, quanto lá, na fria América do Norte, os políticos falam o que o eleitor quer ouvir, e não o que precisam ouvir, e os eleitores elegem um plano de governo que nunca sairá do papel.

Donald Trump, o fanfarrão bilionário, já mudou seu discurso, pois sabe que apesar dos políticos e dos eleitores americanos serem iguais aos políticos e aos eleitores do resto do mundo, a estrutura governamental americana não é! A estrutura social americana permite que um presidente tome posse do cargo, mas não permite que se aposse do estado.

A eleição do republicano fecha um ciclo mundial. O mundo se radicalizou. Não importa quem são os governantes ou qual é a sua tendência ideológica. A Verdade é que o mundo que conhecíamos acabou e o novo ainda não começou.

E é por conta deste vácuo histórico que não se sabe quanto tempo pode durar que personalidades emblemáticas, aventureiras e principalmente populistas surgem com força extraordinária. A história da humanidade não muda, o que muda são os personagens e a forma como contamos sua ascensão.

Para os americanos que votaram em Trump esperando a imediata expulsão de latinos e muçulmanos, e com a construção do “muro mexicano” restará à frustração. Para os americanos que temem uma escalada de conflitos mundiais sem precedentes restará a eterna preocupação, pois assim como Kim Jong-Um da Coreia do Norte e Rodrigo Duterte das Filipinas, Donald Trump não passa de um menino mimado que agora tem super poderes.

Para o Brasil, e para o resto da América do Sul, o republicano é uma completa incógnita – A tendência é um afastamento e um endurecimento contra os bolivarianos, mas isso não significa uma aproximação com a direita ou com a centro-esquerda.

A tendência que o governo republicano de Donald Trump se feche em copas dentro do território americano é uma realidade, e isso sim pode afetar o Brasil, tendo em vista que a eleição do bonachão americano decretou o fim de uma referência mundial.

A única coisa certa neste momento é que ficou nítido que no Brasil tem muita gente com o dedo podre quando o assunto é apoio político.

Hillary estava eleita com certa folga até ter o “apoio” da esquerda brasileira. O povo americano pode não saber onde fica a capital brasileira, mas pelo visto sabe muito bem quem foi despejada de lá.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Eles mandam, mas a responsabilidade é nossa! - A Tribuna

Apesar da grande insatisfação do brasileiro com a política, insatisfação esta que ficou evidente pelo alto índice de abstenção, e de votos brancos e nulos, a maioria da população definiu neste último dia dois de outubro, quem serão os ocupantes das treze cobiçadas cadeiras da Câmara Municipal nos próximos quatro anos.

A porcentagem de renovação da Câmara passou dos dois dígitos, alcançando e passando a assombrosa casa dos 90%, sendo que somente um dos treze vereadores eleitos em 2012 conseguiu manter a sua cadeira dentro do plenário.

Os motivos para esta expressiva renovação foram muitos, mas destaco a passividade dos vereadores diante de alguns eventos que causaram grande transtorno para a vida cotidiana da população, como o fechamento do Hospital São Paulo e a consequente transferência do Pronto Socorro para um local ermo da cidade como fatores cruciais para a revolta da população.

Estes episódios em que os vereadores agiram como advogados do prefeito e não como representantes dos interesses da população, podem não ter tido efeito negativo para a imagem do prefeito, mas acabou se tornando um erro fatal para os vereadores.

Para estes políticos que ficaram no meio do caminho a ver navios, resta agora gravitar em volta da nave mãe (prefeitura), até irem pouco a pouco se afastando e acabarem sumindo na escuridão do esquecimento, e engolidos pelo buraco negro do ostracismo político.

Para o próximo mandato, teremos nos debates da Câmara uma plêiade social interessante: advogados, recicladores, veterinários, religiosos, administradores, empresários, políticos de carreira e até mesmo a causa animal terá voz no plenário. Aparentemente a população jordanense estará bem representada, tendo em vista que os eleitos saíram de todos os segmentos da sociedade.

Treze, por si só, é um número muito sugestivo para o imaginário do brasileiro, que é por excelência um povo supersticioso. Treze pode ser sinônimo de azar, mas também de muita sorte. 

Não podemos saber o que o futuro nos reserva, mas creio que podemos adiantar sem medo de errar que a próxima legislatura será marcada pela personalidade forte da grande maioria dos novos e jovens vereadores eleitos.

Mas quem são estes treze escolhidos? E o que podemos esperar deles?

Tentaremos jogar um pouco de luz sobre estas treze personalidades que terão o poder político e o destino de milhares de jordanenses nas mãos pelos próximos quatro anos.


Filipe Cintra (PHS) – Maior expoente da nova geração de políticos jordanenses, Filipe se firmou como liderança incontestável dentro da cidade, sendo pela segunda vez consecutiva o vereador mais votado, e o único reeleito. Político hábil, já conseguiu se manter na presidência da casa nos últimos quatro anos, e é o mais cotado para continuar ocupando a cadeira da presidência pelos próximos dois – fato inédito na política da cidade.
Segundo informações de aliados próximos do vereador, ele nutre pretensões muito maiores, e deve já na próxima eleição pleitear a sucessão da cadeira do prefeito, pode ter pela frente apenas um empecilho para alcançar este objetivo... As pretensões de outro político da nova geração, que também mostrou que tem força dentro da cidade; o vice-prefeito eleito.


Cláudio Adão (PHS) – Outro político da nova geração, e ocupante de uma das treze cadeiras já há alguns meses, depois da saída do Vereador Paulo da Sobriedade, que renunciou seu cargo para concorrer a prefeitura da cidade mineira de Maria da Fé. Dentro da máquina pública há quase oito anos, Cláudio Adão conseguiu com sua também expressiva votação provar que tem competência para ocupar uma das cadeiras do legislativo municipal. Cabe esperar para saber se a aposta da população foi realmente acertada.


José Matos (PSD) – De volta a Câmara depois de alguns anos, Matos já tem o conhecimento dos tramites da casa. Aliado do prefeito, e com bom trânsito entre os demais colegas também é bem aceito pela população, e pode se tornar um importante elo de ligação entre os dois poderes e a sociedade.


Tustão (PV) – Apesar de já ter sentado em uma das cadeiras da Câmara por um breve período, por ter conquistado a suplência do PV na eleição de 2012, ainda pode ser considerado um novato. Legitimo representante da classe mais humilde da população, por ter se destacado como empresário na área de reciclagem, tem tudo para ser um político diferenciado. Compete a ele saber por onde deve andar, e com quem deve se aliar nos próximos quatro anos. E principalmente; não se deslumbrar com as facilidades que o cargo lhe oferecerá.


Maria Joaquina (PMDB) – Outra jovem política que volta a ocupar uma das cadeiras depois de quatro anos, Joaquina tem se destacado de maneira muito positiva no trabalho social da cidade, onde tem conquistado grandes avanços.
Joaquina é outra que conhece bem os tramites da Câmara, e sua personalidade forte pode ser um tempero extra nas sessões da casa.


Venicio (PSB) – Politicamente uma incógnita. Jovem, conhecedor das leis e das mazelas da sociedade por ser por muitos anos Conselheiro Tutelar, é um dos poucos que não esta ligado diretamente as bases do prefeito.
Pode ser uma boa aposta para dar mais equilíbrio a uma casa que esta quase que totalmente nas mãos do governo.


Paulo Assaf (PSDB) – Médico Veterinário, já ocupou uma das cadeiras da Câmara entre 2005 e 2008. Político discreto, não buscará ficar debaixo dos holofotes da casa. Por ter a fama de “bom moço”, sua atuação pró governo dentro da casa poderá passar despercebida pela maioria dos eleitores, será com certeza mais um homem do governo dentro do legislativo.


Márcio Toledo (SD) – Empresário ligado ao grupo de protetores dos animais, Márcio Despachante como é conhecido na cidade, foi alçado ao cargo por um grupo que deverá exigir dele resultados imediatos e de grande impacto para a sua causa. Deverá ter problemas sérios para obter sucesso, tendo em vista que o defensor da causa animal terá de compor com humanos (dentre eles dois colegas cavaleiros), para garantir as aprovações de seus projetos.
Mais um novato de personalidade forte, deverá travar debates calorosos dentro do plenário em defesa de suas ideias.
Caso não obtenha o sucesso desejado em curto espaço de tempo, pode ser duramente pressionado pela sua própria base.
Por isso, deverá compor com a maioria governista para atingir seus objetivos o mais rápido possível.


Xandão (PSB) – Ex-secretário de esportes do Governo Ana Cristina apesar de ter sido eleito pelo PSB, não deverá fazer uma oposição contundente. Juntamente com outros dois ou três colegas, deverá compor o baixo clero do legislativo, e tentar “comer pelas beiradas”.



Pastor Antônio da Cruz (PSDB) – Sucessor natural da cadeira de seu colega Pastor Kadu, que não conseguiu sua reeleição, é mais um político alçado ao poder pelos evangélicos. Terá de ter uma atuação mais ativa que seu antecessor se quiser se manter no cargo por mais de um mandato. Componente da base governista, em muitas situações deverá ficar entre a cruz e a espada nas votações da casa. 


Arlindo Branco (PROS) – Um dos mais habilidosos e emblemáticos políticos da nova casa; o polemico vereador já teve um mandato cassado por problemas com a justiça local em 2010.
Mais um representante da ala evangélica, Arlindo Branco deverá se tornar voto de minerva nas principais votações da Câmara. Esta deverá ser a sua receita para valorizar sua atuação. Apesar de ter sido eleito pela oposição, Arlindo Branco não deverá ser um problema para o prefeito.


Arthur Bombeiro (PSDB) – Ex-secretario de governo, Arthur será mais uma das vozes tucanas dentro da Câmara. Apesar de ser componente do governo há algum tempo, politicamente ainda é uma incógnita. Novato e discreto será mais um que não vai querer as luzes do palco político voltadas para si. Voto governista certo, será um dos comandantes da tropa de choque governista e por manter muito boa relação com o prefeito, deverá ter grande influência dentro do executivo.


Zezito (PV) – Funcionário público da área da saúde, Zezito apostou corretamente em seu carisma para ser eleito. Mais um com personalidade marcante poderá ser uma das poucas pedras no sapato do governo. Ou até mesmo a única! Deverá ser um oponente de peso dentro da Câmara, e apesar de ser novato na política, não se intimidará diante de seus colegas nos debates.



Santa Felicidade: Uma tragédia anunciada! - A Tribuna

O fim do “sonho revolucionário” brasileiro não poderia acabar de forma mais sinistra.

A morte de um estudante secundarista de apenas 16 anos, dentro de uma escola no Paraná, ocupada por militantes doutrinados e não por estudantes politizados, encerra tragicamente a farsa ideológica do socialismo tupiniquim.

Sem poderem mais se vitimizar depois da prisão de Eduardo Cunha, os petistas e seus cada vez mais raros e envergonhados defensores, tiveram seu discurso mofado esvaziado de maneira definitiva.

Sedentos por um cadáver para ter onde se agarrar para justificar sua postura radical, e reagrupar a sua militância, os ativistas socialistas apostaram todas as suas fichas no confronto e na provocação para atingir este objetivo.

Usando jovens como escudos, como fazem os terroristas do Estado Islâmico, os fomentadores destas ocupações esperavam que o governo fizesse este trabalho sujo.

O tiro saiu pela culatra, e o primeiro cadáver, assim como seu algoz, saíram de dentro de suas próprias fileiras.

Mesmo diante da tragédia consumada alguns ainda tentaram tirar proveito político do fato, atribuindo o assassinato do garoto a intolerância dos que estão contra as ocupações.

Não existe mais justificativa para estas ocupações, e menos ainda para a inércia dos poderes constituídos, assim como também não se justifica mais a indiferença dos pais destes jovens que permitem que seus filhos fiquem jogados a sua pro própria sorte, em ambientes sabidamente inadequados para a formação de sua moral.

Esta gente esta confundindo liberdade com responsabilidade.

Os jovens são livres para fazerem as suas escolhas! Mas como esta provado, não são responsáveis o bastante para arcarem sozinhos com as consequências delas.

Em breve o garoto paranaense, assim como a tragédia que o vitimou serão esquecidos, e a dor da perda ficará viva somente no coração de sua mãe. O     tão esperado “mártir” da esquerda acabou virando a justificativa para seu fim.


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Viva a “República dos Menudos”! - A Tribuna

Enfim! O fim. Depois do “incêndio” debelado, nos resta apenas fazer o rescaldo da eleição – cuidar dos feridos e dar um enterro descente aos mortos.

Em conversas mantidas antes do início da campanha com algumas pessoas que vivem a política diariamente e não esporadicamente, acabamos chegando a um consenso; politicamente falando, o atual prefeito não tinha um adversário a sua altura. Além disso, por mais uma vez, o menino contou com a sua enorme sorte. Por isso, se o resultado não foi o esperado, ele acabou sendo o imaginado.

Beneficiado pela onda antipetista que tomou conta de todo o país, o prefeito não precisou se esforçar muito para alcançar seu objetivo, principalmente em um reduto historicamente tucano como é Campos do Jordão.

Neste aspecto podemos afirmar que mesmo apeado do poder o PT contínua fazendo muito mal a população jordanense.

Mas se por um lado a margem de votos do prefeito reeleito foi bastante expressiva, cerca de 49% dos votos válidos, por outro, o índice de abstenção e de votos brancos e nulos (35%) também foi recorde, o que reafirma que apesar de seu aparente triunfo, o tucano ainda não conseguiu convencer a maioria dos mais de 39 mil eleitores da cidade.

O que não podemos negar é o fato da “República dos Menudos” estar definitivamente consolidada na cidade.

Agora nos resta apenas esperar, para saber se nos próximos quatro anos vamos colher os frutos de um bom trabalho, ou se vamos ter de nos amarrar as árvores da avenida principal para não sermos carregados pela tempestade.

Enquanto a festa no gabinete do prefeito não tem data para acabar, o clima fúnebre instalado na câmara é indisfarçável, e o cheiro de velório aos pouco invade todos os bairros da cidade.

Dos 13 vereadores eleitos em 2012, cinco abriram mão da reeleição, e dos oito que concorreram somente um conseguiu se reeleger.

Se o prefeito conseguiu agradar uma considerável parcela da população, a pífia atuação dos vereadores, que se comportaram nos últimos quatro anos como advogados do prefeito, e não como representes do povo, foi estrondosamente reprovada. E não foi por falta de aviso.

A submissão dos vereadores foi tão evidente e tão escandalosa que ficou praticamente impossível de se reverter o quadro negativo em apenas 45 dias de campanha.

Para estes vereadores que virarão as costas para a população nestes quatro anos, e por conta disto foram devidamente defenestrados da vida pública, cabe agora depender dos favores dos eleitos ou se satisfazerem com as migalhas que lhes restam.

Dentro desta realidade que a cidade viverá por mais quatro anos, me dou por satisfeito com o fato de que pelo menos no quesito Primeira Dama continuaremos muito bem, obrigado!


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Justiça, eleitores e políticos dessincronizados - A Tribuna.

Muitas coisas já mudaram no Brasil nos últimos anos. Ricos e poderosos começaram a sentir o peso da espada da Lei.
Milionários como os donos da mega construtora Odebrecht e o empresário que viabilizou o mensalão, Marcos Valério, foram condenados a quase 20, e a mais de 40 anos de prisão respectivamente.
Junto a estes ricos e famosos também se encontra cumprindo pena de mais de 20 anos de prisão, o poderoso José Dirceu, ex-homem mais influente da república.
Aparentemente o brasileiro se cansou de achar que corrupção e privilégios são coisas normais.
Ainda estamos engatinhando, e muita gente graúda ainda deve prestar contas a “Dona Justa”, mas é certo que o Brasil de hoje esta muito diferente do Brasil de ontem.
Na contramão de todas estas mudanças temos as campanhas que não conseguiram se renovar, apesar das novas regras.
Os ataques pessoais, o fanatismo exacerbado e as fábricas de boatos continuam a pleno vapor, contribuindo somente para a desinformação e deformação da vontade dos eleitores.
O debate político e a discussão das propostas, mais uma vez ficaram em segundo plano.
Aliás! As propostas de governo também continuam as mesmas... Simplesmente ridículas e inviáveis – desta maneira, a nova política e os novos políticos, mais uma vez provam que na hora de garantirem suas eleições em muitas situações se parecem com as raposas felpudas, e em muitas outras são até mais felpudas.
A nova formatação da campanha deverá sofrer modificações em breve por não ter se mostrado um sistema autossustentável.
Em pequenas cidades como Campos do Jordão, alguns CPFs diferenciados não se importam de ver seu nome vinculado a um candidato e ao valor doado, mas nas grandes capitais, onde o volume de investimento mesmo tendo sofrido um drástico corte ainda são consideravelmente vultosos ninguém até agora quis colocar seu CPF na reta.
Desta maneira, dois novos fenômenos foram evidenciados nesta campanha: o aparecimento dos candidatos milionários que saem na frente por terem recursos próprios para bancar suas campanhas, e a criação das “fazendas de laranjas”, onde podemos encontrar laranjas de todas as qualidades, camuflando os verdadeiros “benfeitores” dos candidatos.
O judiciário terá muito trabalho pela frente, até que a justiça, os eleitores e os políticos sincronizem seus relógios de moral, ética e principalmente de comportamento.