Frase do dia

“Enquanto a política for um vale tudo, ela não vai valer nada.”

Reginaldo Marques

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Agosto: O mês do desgosto.

Agosto, do latim augustus, é o oitavo mês do calendário gregoriano. É assim chamado por decreto em honra do imperador César Augusto. Antes desta mudança, agosto era denominado Sestilis ou Sextil, visto que era o sexto mês no calendário de Rômulo.

Para alguns, agosto é o mês do desgosto, para outros, apenas um mês como qualquer outro, mas para os políticos brasileiros agosto é literalmente o mês do “cachorro louco”.

Para se ter uma ideia de como agosto é um mês marcado pelas tragédias, foi neste mês que se deu início aos combates da Primeira Guerra Mundial, que morreram a Princesa Diana Spencer e o Rei do Rock Elvis Presley, foi também em agosto que as bombas nucleares dizimaram as cidades japonesas de Nagasaki e Hiroshima na Segunda Grande Guerra.

Particularmente no Brasil, agosto não é um bom mês para a política e principalmente para os políticos.

Getúlio Vargas deu fim a sua história política, e a sua vida na madrugada do dia 24 de agosto de 1954, com um tiro no peito, dentro do Palácio do Catete, então sede do Governo Brasileiro - deixando uma carta testamento que celebrizou a seguinte frase: Deixo a vida para entrar na história”.

Seu sucessor, Juscelino Kubtschek, também encontrou em agosto o fim de seus dias, mais precisamente no dia 22 de agosto de 1976, em um acidente automobilístico na Via Dutra, na altura da cidade de Resende.

Dando seguimento a série de tragédias políticas brasileiras acontecidas no mês de agosto, foi também neste mês, no dia 25, que Jânio Quadros, sucessor de Juscelino, renunciou a Presidência da República, dando início a ditadura militar, a mais negra das páginas da historia política brasileira.

Nos dias atuais, agosto contínua sendo uma asa negra na biografia dos políticos brasileiros, no próximo dia 25 terá início o julgamento de impeachment da Presidente afastada Dilma Rousseff.

É também em agosto, segundo as novas regras e ao novo calendário eleitoral, que as campanhas eleitorais terão início.

Se a Presidente Dilma tiver seu mandato cassado ainda neste mês, dando continuidade a série de tragédias e maus agouros “agostinos”, é bom os políticos colocarem as barbas de molho, principalmente os que estiverem em plena campanha, pois em breve, agosto pode não ser mais conhecido como o mês do “cachorro louco”, mas sim como o mês dos “políticos loucos”.


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A política é importante, os políticos nem tanto!

Diz um dito popular dos mais antigos que palavra é prata e silêncio é ouro. Mas jornalista que se presa prefere ser alvejado mortalmente por uma “bala de prata”, do que ser eternamente reconhecido pelo “ouro” acumulado.

Há muito tempo, e por inúmeros motivos deixei de entrar em discussões inócuas nas redes sociais, não por me julgar melhor ou pior que alguém. Muito pelo contrario! Em tempos onde se desmonta um herói e se constrói outro mais rapidamente que um celular de última geração se torne obsoleto, e onde todas as fontes de informações vivem sob xeque, nada mais justo, e até mesmo sensato estarmos sempre dispostos a rever posições e mudar de ideias.

O problema hoje é que a metamorfose ambulante pregada pelo velho Raul, que sabiamente dizia ser necessário abrir a “janela” para contemplar o horizonte, esta sendo confundida com a metamorfose grosseira dos oportunistas, que ao invés de mudarem de opinião para ajustar o seu discurso a sua moral, mudam de opinião para ajustar o seu discurso as suas necessidades.

Gente que convenciona a sua ignorância ou a sua sabedoria conforme as necessidades do momento.

Exatamente deste meio que surge a esmagadora maioria dos candidatos a cargos eletivos do país, principalmente ao legislativo.

E é deste mesmo solo podre, revolto de modos diferentes a séculos, mas com o mesmo arado usado pela direita e pela esquerda com a mesma desculpa de oxigenar a sociedade, solo este que a cada eleição é camuflado por uma tênue camada de estrume fétido que brotam os samaritanos e os salvadores da pátria que aparecem de quatro em quatro anos para prometer o que nem Deus prometeria.

Gente que se faz de frágil, vítima de um sistema escravocrata e opressor, mas que na primeira oportunidade não titubeia em usar das mesmas ferramentas para triturar seus seguidores, usando o suor alheio para atingir seus objetivos, que nada mais são do que fazer parte, e principalmente serem aceitos pela tal “elite branca” que nem mesmo eles sabem mais como identificar ou diferenciar.

Gente que se fantasia de “gente boa” para se misturar ao povo, toma café na canequinha, come churrasco com as mãos, toma cerveja no bico da latinha - gente que se autoproclama da “comunidade” só porque passou um dia inteiro na periferia sem nunca ter sabido o que é ver um filho com um tênis furado nos pés sem poder fazer nada.

Desta guerra fictícia criada entre os burgueses fakes e os proletários de mentira, quem continua pagando a conta são os empresários e os trabalhadores de verdade.

A verdade é que estamos perdendo mais uma chance de discutir seriamente sobre política e estamos voltando a vala comum da discussão politiqueira.

Os discursos não mudam, as promessas se repetem, as mentiras se avolumam, a descrença só aumenta, a impunidade se perpetua, a “Lei de Gerson” a cada campanha se afirma e os eleitores a cada dia estão mais perecidos com os candidatos.

Hoje eu continuo gostando de política, mas a cada dia gosto menos dos políticos.

O Brasil tem de mudar. Diga-se de passagem, já passou muito da hora desta mudança acontecer.

Não é mais questão de quem é o mais esperto ou mais paspalho, mas sim de quem quer realmente um país digno de orgulho. Se não para nós ou para nossos filhos, quem sabe para nossos netos!

O futuro de nossos filhos começa a ser construído hoje e não amanhã.

99% Santo - A Tribuna

Depois de muitas especulações com o lançamento de pelo menos uma “kombi” lotada de pré-candidatos a prefeito, o cenário político na cidade esta se acomodando, e mais da metade destes supostos salvadores da pátria já conseguiram alcançar o seu objetivo que era de se agasalhar em ninhos mais confortáveis, outros nem conseguiram alçar voo.

Com o tempo de campanha cortado pela metade e com muitas mudanças nas regras do jogo, os candidatos serão usados pela Justiça Eleitoral como uma espécie de cobaia, para o aperfeiçoamento das outras campanhas que virão.

Dentro de um espectro gigantesco de mudanças dou atenção especial aos caixas de campanha que devido os sucessivos e infindáveis escândalos de caixa dois que estão tirando o sono de políticos graúdos de todo o país será sem duvidas a menina dos olhos do judiciário.

O TSE finalmente definiu os limites máximos de gastos que os candidatos aos cargos majoritários e proporcionais de 2016 (Resolução nº 23.459, de 15 de dezembro de 2015) podem apresentar no final de suas campanhas: para os candidatos a prefeito o limite no primeiro turno em Campos do Jordão será de exatos R$ 150.043,38 (cento e cinquenta mil e quarenta e três reais e trinta e oito centavos), já os candidatos a vereadores não poderão declamar mais que R$ 17.913,20 (dezessete mil novecentos e treze reais e vinte centavos).

Apesar dos valores parecerem expressivos, dentro de uma campanha eleitoral podem se tornar irrisórios diante da demanda de cada partido, coligação ou candidato.

Muitos políticos estão refazendo suas contas tentando encaixar suas campanhas dentro deste “minguado” orçamento, mas quem realmente devem estar aliviados com a determinação deste teto máximo de gasto sãos os “doadores”, em especial aqui em Campos do Jordão os conhecidos campestres.

As cartas estão na mesa, e as regras apesar de ainda um pouco confusas estão definidas.

O jogo começou, e desta vez o juiz será o alvo da atenção das torcidas e não seus craques, muito provavelmente o resultado deste campeonato será decidido não nas urnas, mas sim no rescaldo das contas de campanha.

Afinal como disse o grande filosofo contemporâneo Wesley Safadão: os brasileiros são 99% santos, mas aquele 1%...   

terça-feira, 19 de julho de 2016

Campanha política: O Maior espetáculo da terra!

Senhoras e senhores. Respeitável público, vai começar o maior espetáculo da terra!

Preparem-se para muitas emoções, inovações, piruetas e principalmente para boas risadas.

Em breve teremos no picadeiro: domadores de feras, malabaristas, ilusionistas e muitos, muitos palhaços.

A analogia do circo com a política é antiga, talvez tão antiga quanto à política e o próprio circo.

Mas nesta época é praticamente impossível não relacionar os espetáculos circenses com as campanhas.

É nesta época que todo mundo entende de política, todo mundo tem compromisso com a população, todo mundo é honesto, todo mundo tem a receita para fazer a cidade crescer e aparecer e que todo mundo se torna o salvador da pátria. Nesta época todos se tornam ilusionistas ou palhaços.

E é nesta época também que sempre nos esquecemos que tão ou mais importante que a escolha do prefeito, é a escolha do legislativo, pois quando conseguimos formar uma câmara mais ou menos, podemos nos dar ao luxo de eleger um prefeito ruim, mas quando damos o poder para uma câmara ruim, temos o dever de eleger um prefeito no mínimo perfeito, do contrário, a coisa pode terminar como estamos vendo hoje.

Seguindo esta linha de raciocínio, a lista de candidatos a prefeito apesar de ser objetivamente mais importante, não será tão reveladora quanto à lista de candidatos a vereadores.

Esta lista de candidatos que deverá ser uma das mais extensas dos últimos tempos trará a baila muitos candidatos de ocasião, aqueles que passam quatro anos completamente alheios aos acontecimentos políticos da cidade e que veem as eleições como uma espécie de concurso público para preenchimento de vagas de emprego, e não como uma possibilidade de se tornarem agentes públicos representantes da população.

Também trará aqueles que investem pesado em suas candidaturas por muitos anos, posando de bem feitores da sociedade. Aqueles que criticam não por ideologia, mas como um investimento a longo prazo.

Nas próximas eleições nós eleitores jordanenses esperamos muito mais do que apenas honestidade dos candidatos.

Esperamos no mínimo que os próximos eleitos se desfaçam de quaisquer benefícios espúrios que o poder inerente aos cargos que ocuparão possa vir a lhes proporcionar. 

Afinal, ser honesto não é virtude, é obrigação.



terça-feira, 12 de julho de 2016

A última temporada tucana - A Tribuna

A última temporada de inverno sob as asas dos tucanos se inicia em Campos do Jordão, e como sempre as expectativas da população são as melhores possíveis, mesmo com o país e a cidade estando mergulhados em uma aprofunda crise política e principalmente financeira.

O frio contínua sendo o único atrativo da cidade, tendo em vista que por mais uma vez, nem o comércio e muito menos a prefeitura se prepararam para receber os turistas. A dependência do Festival de Inverno que é organizado e totalmente financiado pelo governo do Estado é absoluta.

Sem investimentos, e sem verbas o suficiente para preparar a cidade para receber seus visitantes em sua principal temporada, e com uma equipe sem muitos recursos profissionais para driblar a falta de dinheiro, Campos por mais uma vês esta largada a sua própria sorte, na dependência somente dos bons serviços oferecidos pelos trabalhadores da área de hospedagem e gastronomia que literalmente se viram nos trinta para receber bem os turistas.

Ruas sujas, esburacadas e mal conservadas, sinalização precária, pontos turísticos importantes como o Mirante do Morro do Elefante abandonados. Praças tomadas pelo mato e iluminação pública comprometidas com varias ruas completamente as escuras são o legado dos desastrosos anos de incompetência dos profissionais da área de turismo que não conseguem se desvencilhar de seus discursos pomposos e performáticos cheios de teorias, mas vazios de realizações.

O COMTUR (Conselho Municipal de Turismo) criado no inicio do ano passado com toda a pompa e circunstância e pirotecnia midiática característica do governo tucano com a promessa de revolucionar o turismo na cidade como tudo o mais simplesmente não saiu do papel.

Depois da reunião para a formação de sua diretoria a população não teve absolutamente nenhuma notícia a respeito de alguma realização desta entidade.

E o mesmo melancólico fim teve o FUMTUR (Fundo Municipal de Turismo) criado na mesma Lei com o intuito de fomentar os investimentos no turismo. Se houve alguma arrecadação, doação ou investimento ninguém sabe, ninguém viu.

Como sempre a cidade vive das aparências e as custas de um passado glorioso onde tudo o que se “plantava” produzia bons frutos.

Nas mãos de aventureiros que tomaram conta do comércio turístico e da política, a cidade aos poucos foi se transformando em uma vitrine descaracterizada e de gosto duvidoso.

Abordagem policial - Jornal Regional

Sempre fui, e ainda sou a favor do imediato aumento do efetivo policial na cidade, que há muito tempo carece da atenção do Estado na questão da segurança.

As reuniões do finado CONSEG, pelo menos por aqui, sempre foram somente para inglês ver, nada de relevante já foi discutido ou decidido nestas reuniões. Todas as mudanças que a população solicitava para uma significante melhoria na segurança da cidade sempre dependeram da avaliação e da aprovação dos superiores dos comandantes da Policia Civil e Militar da cidade, situação esta que tirou a razão de ser do CONSEG e determinou o seu fracasso e seu fim.

Durante um período de aproximadamente trinta dias o efetivo policial da cidade passa de mais ou menos duas dezenas de policiais militares e civis para quase mil. São dezenas e dezenas de policiais transitando dia e noite no eixo principal da cidade; situação criada para dar uma sensação de segurança aos visitantes, mas que tem efeito completamente contrário para os moradores da cidade.

Mais uma vez a atuação do reforço policial na temporada é alvo de reclamações por parte de moradores da cidade.

De forma velada, mas sistemática a Policia Militar do Estado a cada temporada de inverno impõe uma espécie de toque de recolher aos jordanenses. 

Os policiais em sua esmagadora maioria abordam jovens e trabalhadores, prejulgando o seu caráter por suas vestimentas e condições financeiras.

Esta atitude nem de longe tem por intuito prevenir possíveis delitos ou garantir a segurança de moradores ou visitantes.

Esta postura arrogante e por muitas vezes truculenta que vem sendo tomada por estes policiais que em muito nos remete a repressão vivida nos anos 60 e 70, tem por único objetivo coagir e constranger o jordanense para que este deixe de frequentar a área destinada à casta superior - leia-se Capivari.

Seria de muita valia para a população que paga os salários destes agentes públicos, que dentro de suas academias além das especialidades especificas para a formação técnica dos policiais que também fosse inserido em sua grade noções de cidadania e boas maneiras.

Ou então, que a pobreza seja oficializada como delito sujeito as penalidades da Lei.


sexta-feira, 24 de junho de 2016

Apagão político - A Tribuna

Assim que o sol se põe atrás das montanhas do Vale do Capivari, lentamente a escuridão vai tomando conta das ruas da bucólica cidade de Campos do Jordão, encravada no alto da Serra da Mantiqueira.

Esta poética alusão não é apenas romântica. É a mais realista das verdades por qual a população da cidade vem passando desde que a iluminação pública ficou a cargo da prefeitura e não mais da concessionaria de energia elétrica responsável pela cidade.

No final do ano passado como já é de praxe, a prefeitura veiculou em sua página oficial no Facebook a notícia que a empresa contratada para fazer a manutenção da iluminação pública já tinha reacendido 200 pontos de luz, e que a previsão para que toda a demanda da cidade fosse atendida seria de no máximo um mês.

Passados mais de seis meses, e mesmo pagando uma taxa mensal que é cobrada diretamente na conta de luz da concessionaria e repassada religiosamente à prefeitura, o que se vê nas ruas assim que a escuridão toma conta da cidade é exatamente o contrário do que dizia a nota oficial da prefeitura.

Multiplicam-se os pontos de iluminação pública que estão apagados pela cidade, deixando várias ruas até mesmo no entorno do centro da cidade praticamente às escuras, aumentando a sensação de insegurança e evidenciando o abandono da cidade pelo poder público.

Ao não conseguir dar conta nem mesmo da troca de lâmpadas das ruas da cidade, a equipe que cerca o prefeito escancara mais uma vez a sua completa incompetência colocando a população em risco diante de um possível colapso na iluminação pública.

Mas onde o blackout geral já é fato desde o inicio do governo tucano é na câmara de vereadores.

Mesmo diante de mais esta calamidade pública que coloca em risco real a segurança da população de toda a cidade, principalmente da população feminina que fica a mercê da bandidagem na escuridão que toma conta principalmente das ruas da periferia da cidade, nenhum vereador se posiciona firmemente exigindo que a prefeitura ou a empresa contratada resolva imediatamente mais este grave problema.

A escuridão das ruas da cidade paradoxalmente é o reflexo da escuridão política que tomou conta da cidade com a omissão dos vereadores que mantêm a sua firme posição de agirem como advogados do executivo, e não como representantes da população.

Se o apagão na iluminação pública ainda é uma probabilidade, o apagão político na cidade já é uma realidade. #cadevereador  



quinta-feira, 9 de junho de 2016

Ser político no Brasil ainda é um bom negócio - A Tribuna

Praticamente as portas das convenções partidárias informações dão conta que pelo menos 12 pré-candidatos se movimentam nos bastidores para levar suas campanhas às ruas da cidade.

Caso esta pulverização política venha realmente a se confirmar vários indicadores positivos e negativos devem ser levados em consideração pelos eleitores antes de escolherem seus candidatos.

Desde sempre a política local foi dominada por um número reduzido de famílias abastadas ou pelos protegidos destas famílias que se revezaram no poder nestes últimos trinta anos de eleições diretas – para quem não sabe, na época da ditadura militar por motivos de segurança nacional não havia eleições diretas na cidade, neste período os prefeitos de Campos do Jordão eram indicados pelo Governador do Estado. Eram os chamados prefeitos biônicos.

A se confirmar esta vasta gama de candidatos podemos afirmar que estas famílias perderam suas forças e novos grupos políticos, mais populares e menos elitistas estão se formando e se firmando dentro da cidade.

Por outro lado, à divisão excessiva do eleitorado aliada a uma alta taxa de abstenção no dia da eleição pode beneficiar um candidato em particular, e acabar demonstrando que esta suposta independência politica não passa de uma manobra muito bem articulada para compensar matematicamente nas urnas o alto nível de rejeição de alguns candidatos.

Algumas raposas felpudas impedidas por força da Leia da Ficha Limpa de participarem das próximas eleições, prevendo uma possível troca de mãos dos poderes políticos da cidade se articulam freneticamente na coxia dos partidos para mesmo sem cargos manterem seu poder político se aproximando e apadrinhando vários candidatos em vários partidos, tentando desesperadamente ampliar o máximo possível seus leques de possibilidades.

Diante deste cenário completamente embolado e imprevisível uma coisa esta bem definida. O descontentamento da população com a fraca atuação dos últimos prefeitos é evidente.

A completa incompetência administrativa das últimas gestões responsáveis pela decadência da cidade pode se voltar contra os políticos profissionais da cidade abrindo caminho para a eleição de um novato.

Aconteça o que acontecer nas próximas eleições uma coisa é certa. Apesar da permanente crise por qual passa a cidade, ser prefeito de Campos do Jordão contínua sendo um ótimo negócio.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Assessor parlamentar - Jornal Regional

O que faz este cidadão que é tão famoso quanto o vereador e que apesar do nome pomposo praticamente ninguém sabe realmente qual é a sua utilidade, tendo em vista que na maior parte das vezes, nem mesmo eles ou os políticos que os colocam lá sabem qual é o seu dever, ou as suas atribuições?

O assessor é uma espécie de secretário ou secretaria de luxo, ou um office-boy ou office-girl com nome esquisito?

Nem um, muito menos o outro - No mundo de hoje onde cada vez mais pessoas despreparadas estão tomando o poder político do país e na cidade os assessores são figuras indispensáveis para que o mundo não seja exterminado pelas nobres toupeiras que habitam nosso legislativo.

Bom caros leitores! Justifiquei a nobre figura, mas não expliquei nada, não é mesmo?!

Como não existe uma definição exata sobre o que é de competência ou não de um assessor (caso alguém tenha, por favor, me enviem) resolvi criar a minha:

Pra mim um assessor tem por objetivo filtrar as informações das mais diversas áreas de atuação de seu assessorado, encaminhando a ele somente as de relevância, manter-se informado a respeito dos assuntos gerais do cotidiano e aprofundar-se nos assuntos da área de atuação de seu assessorado.

Levar ao seu assessorado a maior gama possível de opções para a tomada das decisões e principalmente evitar ao máximo a exposição negativa, opinando e revisando todas as declarações e ações de seu assessorado.

Portanto, um assessor é por definição o para raio, a babá, o primeiro dos críticos, e o último dos puxa sacos do parlamentar. Somente assim o bom trabalho do vereador terá pelo menos 50% de chances de dar certo.

Pode parecer pouca coisa, mas um mau vereador pode se tornar útil a população se for assessorado de maneira profissional e eficiente; Já um bom vereador pode ter seu trabalho muito comprometido, se tiver ao seu lado uma equipe desqualificada ou descompromissada com suas bases politicas.

E para você? Para que serve um assessor parlamentar?

terça-feira, 24 de maio de 2016

O Odorico Paraguaçu da Montanha Magnífica. - A Tribuna

O original tinha o sonho de construir um cemitério, o genérico... Um hospital!

Mesmo a contragosto, o alcaide da Montanha Magnífica não teve outra escolha; Teve de se vergar ante as exigências dos manifestantes que tentaram invadir seu gabinete com um caixão em protesto pela total falta de condições de atendimento de seu recém-inaugurado Complexo de Saúde (a menina dos olhos do Novo Jeito de Governar), e acabou exonerando neste último dia 13 de maio (data do decreto) o desairoso Secretário de Saúde. Por obra do acaso a data do sinistro é a mesma em que o povo brasileiro comemora a abolição da escravatura.

Nem mesmo seus olhos azuis e sua excelente interpretação de “Odorico Paraguaçu” diante das lentes da “Vênus Platinada” foi o suficiente para salvar o pescoço de seu fiel escudeiro da guilhotina – o alcaide teve de servir ao povo o que o povo exigiu: a cabeça de um “nobre” de sua corte servida em uma bandeja de prata com uma maçã na boca.

Cabe saber agora se somente uma cabeça será o suficiente para aplacar a fúria da população que descobriu que não é só de praças, calçadas e notas oficiais que vive o homem.

O caos instalado em toda a administração com destaque para a segurança e principalmente para a saúde, nada mais é do que o reflexo das decisões e escolhas equivocadas tomadas logo após a tomada do poder pelos tucanos, que apesar de terem um marketing do nível de um Barcelona têm um desempenho em campo de envergonhar até a torcida do Íbis.

Desde o apoteótico anúncio de sua secretaria quem teve o bom senso de me dar ouvidos sabia que eu já alertava para a fragilidade de sua equipe, que apesar de ser formada por homens de bem, também era formada por homens sem iniciativa. Uma equipe meramente decorativa.

E não adianta tentar se justificar, diante de fatos não existem argumentos. Dizer o quê, ou avaliar como uma administração pública cuja equipe não consegue dar conta nem de uma infestação de piolho de cobra?

Mas que uma coisa fique bem clara! De maneira alguma coloco em dúvida a honestidade e a honradez de nossos representantes ou de seus assessores, que em minha humilde opinião já deram muitas provas do esmero com que trabalham com o erário como ficou evidente no caso do dinheiro brilhantemente investido no aluguel da superfrota de carros oficiais logo no início da atual administração. Mas diante de números negativos tão expressivos na área de segurança e principalmente na saúde, creio que pelo menos posso questionar a competência destes senhores como gestores públicos.

Como diria Odorico Paraguaçu o folclórico Prefeito da lendária Sucupira: já passou da hora desta gente bonita, inteligente, cheirosa e sarada botar de lado os entretantos e partir para os finalmentes. #cadevereador